As nossas coleções são atemporais, alimentam memórias, despertam emoções e carregam o tempo que a artesã se dedicou para tecê-las.


COLEÇÃO TRANÇADOS

Ao estudar a arte indígena, destacou-se o seu fazer, principalmente a cestaria e a pintura em grafismos. Técnicas estas, que muitas vezes, não são valorizadas e preservadas como deveriam, afinal aí que se encontram as raízes brasileiras. Num olhar sobre as técnicas da cestaria, foi transposto esses trançados para a trama do crochê sem perder o conceito da técnica indígena, transformando em almofada trança, almofada entrelaçada, cesto cargueiro, cesto bolsa e vaso samburá.


COLEÇÃO AJAKÁ

Ao buscar as referências no cesto, que em guarani significa Ajaká, dos indígenas da região catarinense das tribos Kaigang, Xokleng e Guarani e também na coleção de cestaria do acervo do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville, constata-se que estes objetos carregam o conhecimento sobre seus materiais, formatos, modos de produção e significados. Na leitura das suas formas, funções e grafismos, resultaram em: almofada trancinha, cesto organizador, cesto cachepô, cesto vaso, fruteira e banqueta.


COLEÇÃO COBOGÓ

Ao observar os elementos vazados que permitem a entrada da luz solar e ventilação natural que estão nas construções na arquitetura brasileira, denominados de Cobogó, fez-se referência para a coleção.

Cobogó surgiu na década de 1920, no Recife e teve este nome oriundo da junção da 1ª sílada dos sobrenomes dos criadores, a saber, do português Amadeu Oliveira Coimbra, do alemão Ernesto August Boeckmann e do brasileiro Antônio de Góis.

Nessa coleção, fazem parte almofada cobogó, bolsa de mão cobogó e bolsa cobogó.


COLEÇÃO CHÃO AMADO

Ao pesquisar sobre a cultura local do interior de Joinville, destacou-se o utensílio dos habitantes da região chamado tipiti, cesto de palha no qual a mandioca é espremida nos engenhos artesanais de farinha, as técnicas do crochê herdadas dos imigrantes e a natureza emprestada da forma das bananeiras, que serviram de inspiração para esta coleção.

Atualmente, em Joinville existe apenas um engenho em funcionamento, localizado no meio dos bananais na Estrada Issac, no distrito de Pirabeiraba. Pertencente à família Silva, funcionando há mais de 80 anos, em uma situação precária, que infelizmente tende a desaparecer  como os demais. Com isso morre suas técnicas artesanais no processo de fazer a farinha, bem como a técnica de cestaria do tipiti.

Dessa coleção, resultaram em jogo americano, pufe, trilho e cesto tipiti.